the price

03set10

oh it’s the price we gotta pay
and all the games we gotta play
makes me wonder if it’s worth it to carry on
‘cause it’s a game we gotta lose,
though it’s a life we gotta choose
and the price is our own life until it’s done

the price we gotta pay

the price we gotta pay

hard times.

obrigado pela música que nos acalma e nos entende, rapaziada.


era ele

02set10

Não se falavam há anos.

Mas quando, passando na rua, ela o viu dentro do táxi, logo lembrou que ainda guardava seu número no celular. Cruzaram olhares apenas por um momento, ela na calçada, ele no carro, direções opostas. Mesmo sem a certeza de que era o seu grande amor que o taxista conduzia para longe, ou se o telefone ainda era aquele, resolveu mandar a mensagem.

– Era você?

De imediato, acompanhada de uma leve vibração, chegou a resposta.

– Sim, era eu.

Era ele.


No bar do clube de caça submarina, na última mesa, perto da janela, dois velhos carniceiros do mar recontam a vida entre copos de whisky. Relembram as histórias de sempre, apenas vez por outra interrompidas por fatos inéditos. Em uma destas brechas, Adalberto, verdadeiro Slobodan Milosevic das Cagarras, diz:

–       Ah, Nildo, não te contei… Elisany está com câncer.

–       Puta, jura?! Que merda, Adalberto. É grave?

–       É. Parece que ela escondeu muitos sintomas. Começou no colo do útero, mas já está dando metástase. Ela não deve durar muito.

–       Meus Deus… meus sentimentos, amigo.

–       Obrigado. É foda, Nildo. Quarenta anos de casados. A gente acaba pegando amizade com a mulher, né?

–       É, vai se afeiçoando. Se acostuma.

–       Exato. Os filhos vão sofrer.

–       Torça para ser rápido.

–       É, vou torcer. Vou bancar um enterro bacana para ela. Sempre foi tão ligada em aparências, vai se orgulhar do bota-fora.

–       Porra, falando nisso, lembra do bota-fora do Comodoro Carvalho, em 72?! Como a gente sacaneou o Baixinho aquele dia!

–       Hahahaha, é verdade! Inesquecível! E o Rubem no fim, vomitando no jardim…


estou de saco cheio dos intelectuais babacas que polulam neste país. talvez por oposição ao rebolationismo que, de fato, assola o Brasil e o Rio, os poucos e bravos sujeitos que se atrevem a pensar acabam cedendo ao irresistível chamado da babac-o-intelectualização.

criticam quem bebe nos mesmos bares que eles mas não é imundo. criticam qualquer um que goste de uma roupa ou acessório da moda – e esquecem que é moda hoje em dia ser intelectual babaca. criticam o playboy que vai na Lapa, o  chamam de artificial, mas acham super digno mendigo no Leblon. são os donos absolutos da verdade, sentados em seus muros humptydumtescos, observando e criticando.

vão pro inferno


Bada Bing!

25mar10

A festa organizada pelos camaradas Tamba e Stonin tem nova edição nesta sexta-feira, 26/03.

bada bing flyer

Vambora?


Outro dia, o comercial da Coquetel quis me convencer que fazer palavras-cruzadas “é a ginástica mais gostosa que existe”. Como eu tuitei no dia, não há nada mais idiota pra se dizer na televisão. Que coisa estúpida!

Agora, o malandro da Eletrobras, na mesma caixa mágica (canal 39), dize que “só mesmo a maior empresa blá blá blá para pensar no futuro, HOJE!” Esse “hoje” dito com entonação grave, importante.  Bicho, se você deixar para pensar no futuro no futuro, você estará simplesmente pensando no presente. Só se pensa no futuro hoje! É um lógica simples, até. Mas não, nego acha que somos TODOS IMBECIS.

Sem mais.